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Quando Hamlet encontra Freud

Hamlet, Freud e o Verbo To Be: Entre o Inglês e a Existência

Quando pensamos em aprender inglês, logo lembramos das primeiras palavras: to be — o verbo ser/estar. Mas o que acontece quando atravessamos essa simples estrutura gramatical com Shakespeare e Freud? Surge uma viagem que mistura língua, literatura e psicanálise.

O verbo to be no inglês

O verbo to be é um dos pilares da língua inglesa. No presente simples, ele se conjuga assim:

  • I am

  • You are

  • He/She/It is

  • We are

  • You are

  • They are

É com ele que podemos dizer: I am alive (eu estou vivo), She is happy (ela está feliz), They are here (eles estão aqui). Simples, direto e fundamental.

Mas na boca de Hamlet, em “To be or not to be”, esse verbo ganha uma dimensão muito maior. Não se trata apenas de estar ou não estar — mas de existir ou não existir.

Hamlet e a dúvida existencial

No célebre monólogo da peça de Shakespeare, o príncipe dinamarquês se pergunta se vale a pena continuar vivendo. “Ser ou não ser, eis a questão.” Sua fala nos coloca diante da angústia humana: permanecer ou desistir? Lutar ou ceder?

Essa dúvida não é só filosófica ou existencial. Ela toca em algo mais profundo, que Freud ajudou a revelar.

Freud e o Complexo de Édipo em Hamlet

Freud via em Hamlet a encenação de um conflito inconsciente: o Complexo de Édipo. Hamlet hesita em agir porque seu desejo inconsciente o paralisa. Ele não consegue vingar a morte do pai porque, em algum nível, esse desejo de morte também lhe pertence.

Assim, o “ser ou não ser” de Hamlet ecoa o dilema do sujeito dividido entre o desejo, a culpa e a impossibilidade de realizar plenamente aquilo que o inconsciente pede.

Inglês, literatura e psicanálise unidos

Aprender inglês não precisa ser apenas decorar verbos ou frases prontas. Podemos transformar a gramática em um mergulho no humano. O verbo to be nos lembra que ser e estar são mais que palavras: são modos de habitar o mundo.

Quando Shakespeare pergunta “To be or not to be” e Freud tenta decifrar o inconsciente por trás da frase, nós, estudantes e curiosos, podemos aprender não apenas uma língua estrangeira, mas também um novo olhar para a vida.


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To be or…?

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